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domingo, julho 05, 2015

Napoleão Bonaparte também foi agente imobiliário

Maria Luisa de Parma era a mãe da "nossa" Carlota Joaquina mulher de D.João VI, e ao que parece terá cedido à sua filha algumas "virtudes", no que aos amantes e o gosto por homens que iam desde jovens do Corpo da Guarda até ao poderoso Godoy ,enquanto o seu marido se entretinha a armar e desarmar relógios. Má lingua não vem agora ao caso talvez para constatar que as grandes transferências , não são de hoje nem exclusivas dos futebolistas, pois acontece , provavelmente incluindo uma comissão para o seu Manel Godoy resolveu negociar com Napoleão um reino para a sua filha María Luísa conseguindo a cedência da Etrúria o antigo ducado da Toscana em troca cedeu ao francês a Luisiana na América do Norte que não sendo inteiramente parvo o viria a vender em 1803 ao Estados Unidos por 15 milhões de doláres uma enorme fortuna na época Pra que não seja tudo da mesma cepa diga-se que Maria Luísa de Luca a tal da Etrúria , mais tarde Napoleão se encarregaria de voltar a reaver , acabaría por ser beatificada por Pio IX em 1876

sexta-feira, junho 15, 2012

As duas manas que venderam o reino de Leão

Os casamentos reais no século XII tinham enorme precariedade, casamentos entre famílias próximas traziam problemas de aprovação papal, sendo contudo anulados ou não de acordo com interesses diplomáticos e ou normalmente de acordo com os interesses financeiros da cúria romana.

Ora se a filha mais velha de D.Sancho I, de nome Teresa era prima do rei Leão, Afonso IX, para quê casa-los se se corria o risco de posterior anulação papal, por questões de consanguinidade ? Aparentemente como havia interesse na cruzada ibérica contra os mouros, podia admitir-se que essa questão fosse desta vez ultrapassada.

Tal não aconteceu, por razões estratégicas castelhanas, que não vem agora a propósito o casamento foi declarado nulo, e a noiva regressada às origens.

Desse casamento nasceram 2 filhas, Sancha e Dulce e curiosamente o segundo casamento de Afonso IX também viria a ser declarado nulo e o filho Fernando daí resultante também considerado ilegítimo bem como suas irmãs mais velhas.

Entretanto Afonso IX,em 1230, lega o reino de Leão em testamento às suas filhas Dulce I e Sancha II, porém, Fernando, auxiliado por sua mãe, decide-se a incorporar Leão nos seus domínios de Castela

Embora alguma da nobreza leonesa esteja pelas rainhas, a esmagadora maioria da aristocracia e do claro leoneses viam com bons olhos a unificação com Castela.

Graças à mediação diplomática da mãe, que soube usar de grande mestria, inclusivamente mandando chamar a anterior esposa de Afonso IX, Teresa de Portugal, então acolhida no Lorvão, a qual viria a intervir a favor de Fernando, convencendo as filhas e herdeiras do trono leonês a abandonarem as suas pretensões.

Fernando III conseguiu com que as duas herdeiras do primeiro casamento do pai renunciassem ao trono em seu favor, em troca de uma significativa quantia em dinheiro e outros privilégios – foi o que se chamou o «Tratado das Tercerias». Desta forma se uniram para sempre Leão e Castela na pessoa de Fernando, o Santo, passando Castela a deter a hegemonia no conjunto da Hispânia.

Dulce decidiu então acompanhar a sua mãe para Portugal, tendo-se recolhido com ela ao mosteiro do Lorvão, onde viria a falecer cerca de 1243.

Sancha fez-se monja no mosteiro de Villabuena del Bierzo, onde permaneceu até ao fim da vida.

quinta-feira, março 29, 2012

Infanta barriguda de 8 meses


 D. Ana de Jesus Maria filha de D.João VI e de Carlota Joaquina, foi a primeira infanta a casar fora da realeza e casou-se grávida, tendo nascido a filha mais velha no próprio dia em que finalmente o Corpo Diplomático acreditado em Lisboa se apresentou no Palácio de Benfica a fim de apresentar cumprimentos. 

Eles, no entanto, não puderam ver a infanta, mas apenas ouví-la de longe gritando as dores de seu parto.

D.Ana de Jesus Maria casara apenas 22 dias antes do nascimento da sua filha, com o marquês de Loulé  Nuno Rolim de Moura Barreto e que viria  a ser por 3 vezes presidente do Governo e que diziam na altura ser o homem mais bonito da Europa


O casal não quis envolver-se na disputa de D. Miguel I de Portugal, irmão de D. Ana de Jesus, pelo trono português. Exilaram-se e viajaram então por alguns anos pela Europa, período em que nasceram os filhos restantes. 


O casamento, nunca dissolvido, acabou em separação em 1835; e a infanta continuou a viver em Roma, na Itália, onde veio a morrer, vinte e dois anos depois. Por causa disso, D. Ana de Jesus jamais se tornou Duquesa de Loulé.


Bem é que  parece que não foi só por isso, passado o fascínio a infanta era dada a infidelidades o que terá originado a separação.


Ele há coisas em que se sai à mãe

sábado, outubro 29, 2011

D.Teresa verdadeiramente destravada

Devido a interesses recíprocos de D.Teresa de Portugal e a família galega Trava e que passava por vários interesses quer no que aos governos da Galiza e de Portugal diziam respeito, quer ao próprio interesse defensivo de Portugal, face aos ataque almorávidas na fronteira sul da região, a aproximação com aquela família galega "aprofundou-se".

Aconteceu a união (talvez casamento) de D. Teresa, com Bernardo Peres de Trava, pelo menos até 1121 , que viria a ser seu genro por ter casado com sua filha Urraca Henriques.

Para não ficar inteiramente destravada, D.Teresa terá iniciado uma relação com o irmão de Bernardo, de seu nome Fernão Peres, que aprece a seu lado em muitos documentos com o título de Cônsul em Coimbra e Portugal.

Dessa relação terá nascido uma filha de nome Sancha, que contudo nunca é referida na documentação da rainha Teresa, Aparecem algumas menções ligeiras uma do pai Fernão, que refere numa confirmação dum mosteiro a existência dum filha dele e da rainha Teresa de Portugal. e da própria Sancha que noutra ocasião se refere como filha de ambos.

Também levaram algumas broncas, de membros da igreja por estarem "mal casados". No caso de D.Teresa os pecados eram muitos, primeiro o Fernão já era casado, depois porque ele era irmão de alguém com quem já tivera relações e que era agora seu genro.

Enfim, Teresa não era um exemplo para as boas famílias

sexta-feira, dezembro 24, 2010

As manas adúlteras e a terceira que avisava o polícia

O caso da Torre de Nesle foi um escândalo de adultério perpetrado por duas princesas francesas, Margarida de Borgonha e Branca de Borgonha, respectivamente esposas dos futuros reis Luís X de França e Carlos IV de França.

Por razões de estratégia política Filipe o Belo casou três dos seus três filhos varões, com três nobres das duas casas da Borgonha:

* Luís, em 1305, com Margarida da Borgonha, também uma capetiana da casa ducal da Borgonha, filha de Roberto II, duque da Borgonha, e de Inês de França, filha de São Luís
* Filipe, em 1306, com Joana de Borgonha e Artois, da casa dos condes palatinos da Borgonha, filha de Matilde de Artois e Otão IV da Borgonha
* Carlos, em 1308, com Branca da Borgonha, também da casa dos condes palatinos da Borgonha, irmã da anterior

As três princesas destacavam-se pela alegria e charme na corte austera de Filipe IV. A sua elegância e coqueteria deu origem a rumores de receberem jovens amantes, mas sem haver provas deste comportamento.

Em Abril de 1314, a visita da cunhada destas, Isabel de França, rainha consorte de Inglaterra, viria alterar a situação.

Numa festa, Isabel notou que dois cavaleiros da casa real usavam bolsas de cintura semelhantes às que ela própria oferecera às cunhadas Margarida e Branca alguns meses antes. Relatou o acontecido e apontou os irmãos Filipe e Gautério de Aunay ao seu pai Filipe IV de França.

Este ordenou um interrogatório, no qual as suspeitas foram confirmadas: Filipe de Aunay era amante de Margarida e Gautério de Branca. Os encontros amorosos tinham lugar na Torre de Nesle durante o Não foi apontado qualquer amante a Joana, mas mesmo assim foi implicada no caso por ter conhecimento dos adultérios e ajudar a encobri-los. Presos, os irmãos Aunay resistiram mas acabaram por confessar, tal como depois as suas duas amantes reais.

Julgados e condenados por crime de lesa-majestade, a 19 de Abril foram supliciados e executados em praça pública em Pontoise. O suplício foi particularmente cruel: esquartejados vivos, os seus sexos cortados e lançados aos cães; por fim foram decapitados. Os seus corpos foram arrastados e depois pendurados pelas axilas.


Com tão importantes implicações políticas, o castigo devia ser exemplar. As duas princesas tiveram os seus cabelos rapados, um humilhante desfiguramento e marca física do seu crime de adultério. Vestidas de preto, foram conduzidas em uma carruagem coberta de panos negros a Château-Gaillard, em Les Andelys, na Normandia.

Depois da morte de Filipe IV ainda no mesmo ano, e da subida do seu esposo Luís X ao trono da França, Margarida, que ocupava um quarto aberto aos ventos no topo da torre, foi encontrada morta a 30 de Abril de 1315. Segundo algumas versões terá sido estrangulada a ordens do seu marido, mas as condições do seu encarceramento já eram propícias a uma morte prematura.

Branca da Borgonha, esposa do irmão mais jovem e não do herdeiro do trono na época, beneficiou de um tratamento mais favorável, tendo ficado aprisionada na cave da fortaleza durante sete anos.

Depois da morte dos dois irmãos de Carlos IV, sem deixarem um herdeiro varão, segundo a lei sálica este subiu ao trono da França a 3 de Janeiro de 1322.

Tendo solicitado a separação da esposa ainda prisioneira, a 19 de Maio o papa João XXII anulou o matrimónio por razões de consanguinidade. Branca obteve então autorização para abandonar a sua prisão e tomar o hábito de religiosa, passou o resto dos seus dias na abadia de Maubuisson, perto de Pontoise, onde morreu a 29 de Abril de 1326.

Portanto Branca foi raínha de França na prisão entre 3 de Janeiro e 19 de Maio de 1322

A terceira princesa, Joana de Borgonha e Artois, foi encarcerada em Dourdan por ter guardado segredo das infidelidades das outras duas. Sustentada pela sua mãe Matilde de Artois, reconciliou-se com o seu marido e tornou-se rainha de França em 1317. Dois anos depois terá pedido, e recebeu, como presente do esposo, a Torre de Nesle