Obama defende Israel e promete criar dois Estado
Em pouco mais de 48 horas após assumir a Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama defendeu nesta quinta a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e se comprometeu em promover a paz para a criação de dois Estados no Oriente Médio. O presidente indicou ainda que os EUA irão trabalhar para a abertura da fronteira em Gaza e o envio de ajuda humanitária aos feridos.
– Entendemos que Israel tem o direito de se defender pois nos últimos anos o Hamas lançou diversos foguetes na região. Porém, os EUA estão comprometidos com a criação de dois Estados onde palestinos e israelenses poderão conviver juntos – afirmou Obama durante coletiva de imprensa na qual também apresentou o novo emissário para a região, o senador aposentado, George Mitchell, que trabalhou pela paz na Irlanda do Norte.
Richard Holbrooke, ex-embaixador na ONU que ajudou o fim da Guerra na Bósnia, foi designado enviado especial ao Afeganistão e ao Paquistão. Em diversas ocasiões, Obama disse que o foco da luta contra o terrorismo sairia do Iraque e passaria a ser o Afeganistão.
Embora as tropas israelenses tenham abandonado a região totalmente na quarta-feira e a maioria das milícias palestinas tenha se comprometido no domingo a um cessar-fogo de uma semana, cinco civis palestinos foram feridos ontem, dois deles com gravidade, por disparos procedentes de navios de guerra israelenses contra uma região ao oeste da Cidade de Gaza. O Exército israelense assegurou que os disparos eram “uma advertência” para impedir que embarcações palestinas de pescadores se afastassem do litoral.
John Holmes, chefe humanitário da ONU, viajou ontem a Gaza para examinar os danos sofridos e começar a desenhar um plano de reconstrução que será centrado em proporcionar água potável, eletricidade, refúgio e serviços sanitários.
Durante sua visita, Holmes criticou o elevado número de vítimas, pediu uma investigação dos bombardeios e insistiu em que Israel abra as fronteiras e permita a entrada de materiais de construção em Gaza.
Por enquanto, os postos continuam fechados e Israel só permite a entrada de ajuda humanitária, mas, apesar de a eliminação das redes de contrabando pelo Egito ser um dos principais objetivos do Exército israelense, cerca de 40% dos túneis permaneceram e voltaram a ser usados, segundo testemunhas em Rafah, no sul de Gaza.
O Hamas já se comprometeu a ajudar vítimas da ofensiva israelense, prometendo doar 4 mil euros a cada família que teve sua casa destruída, enquanto os que tiveram danos materiais menores receberão 2 mil. Em fevereiro, o Egito também sediará uma conferência de doadores para financiar a reconstrução.
O negociador israelense Amos Gilad desembarcou ontem ao Cairo para discutir os termos de uma trégua definitiva. De acordo com fontes ligadas às negociações, Gilad se concentrará na aplicação de medidas para combater o contrabando de armas na fronteira entre o Egito e a faixa.
A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, já advertiu que o país se reserva o direito de atacar novamente os túneis cavados sob a Linha Filadélfia, que marca a fronteira.
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Obama-22 de Janeiro 2009
LOBBIES
Obama dedicou o seu primeiro dia a aprovar leis para uma governação “de transparência”, garantindo que também ele se iria sujeitar às mesmas regras.
Os salários dos seus colaboradores mais próximos na Casa Branca foram congelados, porque o momento é para que todos os norte-americanos “apertem os cintos”.
Obama aprovou ainda o que considera ser “os mais rígidos limites de qualquer Administração” para a actividade de lobbie em Washington.
"Quem fizer parte de lobbies e entrar na minha Administração, não poderá trabalhar em questões para as quais fez lobby ou nas agências onde o fez nos dois anos anterior", afirmou Obama.
Os funcionários públicos que que forem trabalhar para grupos de pressão privados não poderão fazer lobby na Casa Branca enquanto Obama for presidente, garantiu o próprio.
Também proibiu os presentes de membros destes grupos de pressão e anunciou o fim da confidencialidade de muitos documentos governamentais.
PAZ ISRAELO-ÁRABE
Obama telefonou a homólogos egípcio, israelita, palestiniano e jordano
O presidente dos EUA telefonou, no primeiro dia em que assumiu funções, aos Chefes de Estado egípcio (Hosni Mubarak), israelita (Ehud Olmert), palestiniano (Mahmud Abbas) e ao Rei Abdullah II da Jordânia.
Obama terá “expressado o seu compromisso em trabalhar activamente para a paz israelo-árabe desde o início do seu mandato e para esperar que eles continuem a sua cooperação”, afirmou o novo porta-voz presidencial, Robert Gibbs.
Fontes diplomáticas ocidentais apontam que os EUA poderão aproveitar o processo de reconstrução da Faixa de Gaza “em parceria com a Autoridade Palestiniana” para fortalecer Abbas e a Fatah, enfraquecidos pela ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
GUANTANAMO
Julgamentos em Guantanamo foram suspensos
Os juízes que julgam cinco prisioneiros por conspiração para os atentados de 11 de Setembro aceitaram o pedido de Barack Obama. Os prisioneiros, que incorrem na pena de morte, terão de esperar até Maio.
Os advogados de defesa interpretam a interrupção como uma etapa para o encerramento dos tribunais especiais que julgam os detidos na base militar de Cuba. As organizações de direitos humanos estão satisfeitas.
Obama tinha prometido, durante a campanha eleitoral, encerrar a prisão na base militar nos primeiros três meses da sua Administração. A complexidade jurídica e questões de segurança obrigaram o novo presidente a definir um novo prazo.
Guatanamo poderá ser encerrada dentro de um ano se Obama assinar o decreto, que ainda se encontra em rascunho, refere a agência Reuters.
O documento refere como necessária a revisão do estatuto dos prisioneiros, a sua transferência para estabelecimentos prisionais nos Estados Unidos e a criação de comissões para estes procedimentos.
Para ver o video clicar >>>>>>>>>>>>>> aqui
Obama dedicou o seu primeiro dia a aprovar leis para uma governação “de transparência”, garantindo que também ele se iria sujeitar às mesmas regras.
Os salários dos seus colaboradores mais próximos na Casa Branca foram congelados, porque o momento é para que todos os norte-americanos “apertem os cintos”.
Obama aprovou ainda o que considera ser “os mais rígidos limites de qualquer Administração” para a actividade de lobbie em Washington.
"Quem fizer parte de lobbies e entrar na minha Administração, não poderá trabalhar em questões para as quais fez lobby ou nas agências onde o fez nos dois anos anterior", afirmou Obama.
Os funcionários públicos que que forem trabalhar para grupos de pressão privados não poderão fazer lobby na Casa Branca enquanto Obama for presidente, garantiu o próprio.
Também proibiu os presentes de membros destes grupos de pressão e anunciou o fim da confidencialidade de muitos documentos governamentais.
PAZ ISRAELO-ÁRABE
Obama telefonou a homólogos egípcio, israelita, palestiniano e jordano
O presidente dos EUA telefonou, no primeiro dia em que assumiu funções, aos Chefes de Estado egípcio (Hosni Mubarak), israelita (Ehud Olmert), palestiniano (Mahmud Abbas) e ao Rei Abdullah II da Jordânia.
Obama terá “expressado o seu compromisso em trabalhar activamente para a paz israelo-árabe desde o início do seu mandato e para esperar que eles continuem a sua cooperação”, afirmou o novo porta-voz presidencial, Robert Gibbs.
Fontes diplomáticas ocidentais apontam que os EUA poderão aproveitar o processo de reconstrução da Faixa de Gaza “em parceria com a Autoridade Palestiniana” para fortalecer Abbas e a Fatah, enfraquecidos pela ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
GUANTANAMO
Julgamentos em Guantanamo foram suspensos
Os juízes que julgam cinco prisioneiros por conspiração para os atentados de 11 de Setembro aceitaram o pedido de Barack Obama. Os prisioneiros, que incorrem na pena de morte, terão de esperar até Maio.
Os advogados de defesa interpretam a interrupção como uma etapa para o encerramento dos tribunais especiais que julgam os detidos na base militar de Cuba. As organizações de direitos humanos estão satisfeitas.
Obama tinha prometido, durante a campanha eleitoral, encerrar a prisão na base militar nos primeiros três meses da sua Administração. A complexidade jurídica e questões de segurança obrigaram o novo presidente a definir um novo prazo.
Guatanamo poderá ser encerrada dentro de um ano se Obama assinar o decreto, que ainda se encontra em rascunho, refere a agência Reuters.
O documento refere como necessária a revisão do estatuto dos prisioneiros, a sua transferência para estabelecimentos prisionais nos Estados Unidos e a criação de comissões para estes procedimentos.
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